sábado, 20 de fevereiro de 2016

Magmas e atividades vulcânicas

Erupções vulcânicas
A chegada do magma à superfície pode provocar explosões, sismos, rios de lava incandescente, queda de cinza ardente ou inundações de lama que arrastam tudo em seu redor.
As erupções vulcânicas podem ser:
     1.Explosivas
     2.Efusivas
     3.Mistas

Erupção explosiva
A erupção explosiva envolve lavas muito viscosas e com capacidade de retenção de gases que solidificam na cratera ou nas suas proximidades.
O cone vulcânico é alto, com vertentes íngremes, e as erupções são muito violentas, com projeção de piroclastos e formação de nuvens ardentes.
As nuvens ardentes são formadas por gases e cinzas incandescentes que descem velozmente pelas encostas do vulcão, junto ao solo, calcinando tudo à sua passagem. http://goo.gl/ilMnGc




Erupção efusiva


A erupção efusiva envolve lavas muito fluidas (pouco viscosas) que se deslocam a grande velocidade em escoadas ou mantos de lava com muitos quilómetros de extensão.
O cone vulcânico é baixo, com vertentes suaves.
Não há projeção violenta de materiais a partir da cratera.














http://goo.gl/8UVLJ3

Erupção mista


Na erupção mista verifica-se a emissão alternada de lavas viscosas e de lavas mais fluidas.
O cone vulcânico é alto, com vertentes inclinadas.
Períodos de atividade explosiva alternam com períodos efusivos, mais calmos.
Uma erupção pode durar apenas algumas horas ou, noutros casos, manter-se por dezenas de anos.













Vulcanismo secundário

As manifestações de atividade vulcânica podem perdurar para além das erupções, com características muito mais suaves, como fumarolas, nascentes termais e géiseres.
Estes fenómenos incluem-se no chamado vulcanismo secundário.


Fumarolas

As fumarolas são emanações de gases, maioritariamente vapor de água, através de aberturas no solo.
Os gases expelidos podem ser, também, ricos em enxofre ou em dióxido de carbono.

http://goo.gl/PLj2OG


Nascentes termais

As nascentes termais são fontes de água quente, ricas em sais minerais.



http://goo.gl/w34t0N


Géiseres
Os géiseres são repuxos intermitentes de água em ebulição através de fraturas no solo.

http://goo.gl/8IILry





sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ocorrência de falhas e dobras





Falhas- Resultam de forças compressivas ou de forças distensivas, sobre rochas com comportamento frágil.


As falhas podem ser:





http://goo.gl/XkvFhV



Dobras- Resultam de forças compressivas, sobre rochas com comportamento dúctil.

http://goo.gl/vrbH7N

sábado, 9 de janeiro de 2016

Estrutura e dinâmica interna da Terra

Fundamentos da estrutura e dinâmica da Terra:

   A teoria da deriva dos continentes

     Quando olhamos com atenção para o modelo do globo terrestre ou para um planisfério, podemos verificar nas formas dos continentes e como alguns parecem encaixar noutros como peças de um puzzle gigante. Durante séculos, esta observação intrigou os cientistas que, mesmo nos mapas mais rudimentares, perceberam a concordância geométrica das linhas de costa da Europa e da África com as linhas de costa das Américas do Norte e do Sul.

v  Em 1912, Alfred Wegener (1880-1930), um meteorologista alemão, apresentou uma teoria para explicar a intrigante concordância entre as formas de alguns continentes. Segundo ele, os continentes teriam estado unidos no passado, numa única massa continental, e ter-se-iam separado lentamente até às posições de hoje. Wegener chamou Pangeia a esse supercontinente e Pantalasa ao único oceano á sua volta, que terão existido há cerca de 240 milhões de anos.

  Esta ideia foi, mais tarde, completada por Alexander du Toit, que postulou a separação da Pangeia em duas grandes massas continentais: a Laurásia, a norte, e a Gondwana, a sul. Estas duas grandes massas terão dado origem, por fragmentação, aos continentes atuais.





 Faces do planeta Terra há 240 M.a.






Mobilidade dos continentes – argumentos
    1-        Argumentos paleontológicos

v  Nos fósseis, Wegener encontrou um dos mais fortes argumentos a favor da deriva dos continentes. De facto, há plantas e animais já extintos cujos fósseis se encontram distribuídos por diferentes continentes que, atualmente, estão separados por muitos milhares de quilómetros de oceano. Algumas dessas espécies estão adaptadas a ambientes terrestres ou de água doce e nunca poderiam ter nadado ou viajado pelos oceanos de um continente para o outro.











2.    Argumentos paleoclimáticos

v  Os dados recolhidos por Wegener sobre o clima a que os atuais continentes estiveram sujeitos no passado fortaleceram a sua teoria da deriva dos continentes. Com efeito, foram descobertos indícios geológicos de glaciares antigos, característicos de climas muito frios, atualmente em zonas tropicais, com climas quentes, como África do sul, América do sul, a Índia e a Austrália. Regiões como a Gronelândia ou a Antártida, atualmente muito frias tinham á 430M.a. um clima tropical, com florestas luxuriantes, como atestam os extensos depósitos de carvão descobertos pelos geólogos.


Clima tropical-cor verde Glaciares- cor branca   
 Clima desértico- cor castanha




2.    Argumentos litológicos

v  Wegener salientou que algumas cadeias montanhosas da África do sul e da América do sul pareciam bruscamente interrompidas. No entanto, se fosse possível aproximar os bordos dos dois continentes, essas cadeia montanhosas revelariam uma continuidade. Com tudo, a evidência mais forte consiste na sequência e conteúdo de estratos sedimentares, que é semelhante em rochas da Índia, de África, da Austrália, da Antártida e da América do sul. Estas rochas representam uma idade entre 300 e 135 M.a. e resultaram de processos de formação comuns, que terão ocorrido na Gondwana.


2.  Argumentos morfológicos

    Wegener verificou uma grande semelhança na configuração das costas atlânticas da América do sul e de africa e constatou que os dois continentes poderiam encaixar como peças de um puzzle gigante. Essa linha de junção seria, afinal, a linha de separação das duas massas continentais a partir de supercontinente Gondwana.
















Expansão dos fundos oceânicos
v  Só a partir de 1960, com avanços científicos e tecnológicos em diferentes áreas, foi possível perceber o mecanismo que explica a deriva dos continentes e reconhecer o mérito do trabalho de Alfred Wegener, iniciado cerca de 50 anos antes.

v  Foram identificados locais de formação da crusta oceânica cujas rochas constituem os fundos marinhos, a partir de magmas que ascendem do interior da Terra. Também foram descobertos locais onde a crusta oceânica é destruída ou deformada. Os primeiros estão associados a cadeias montanhosas submarinas, as dorsais oceânicas; os segundos estão associados a fossas oceânicas.


v  O estudo dos fundos oceânicos permitiu conhecer o seu relevo e constatar que as rochas que os constituem movimentam-se de forma lenta mas continuada.

v  A hipótese da expansão dos fundos oceânicos foi formulada por Harry Hess e Robert Dietz, na década de 60 do século XX.











quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rochas Sedimentares
Agentes geológicos externos:
*      A constante transformação das paisagens geológicas é provocada por três agentes principais: a água, nos seus diferentes estados físicos, o vento e os seres vivos.

Ação da água:
*      A composição química dos minerais que constituem as rochas pode ser alterada pela presença da água, uma substância capaz de reagir com esses minerais e de transformar, por exemplo, as micas e os feldspatos em minerais de argila.

                   Fratura da rocha por ação do gelo


Ação do vento:
*      O vento também exerce a sua ação sobre as rochas, promovendo o seu desgaste e desagregação e realizando o transporte das areias.


 



Ação dos seres vivos




 





Formação de rochas sedimentares
Rochas sedimentares:
*      Representam cerca de 6% do total das rochas da crusta terrestre. No entanto, cobrem cerca de 75% da sua superfície. Estas rochas têm origem na acumulação e compactação de detritos rochosos ou orgânicos, os sedimentos, que resultam das atividades geológicas e biológicas que decorrem na superfície do planeta.


Sedimentos:
*      São, geralmente, pequenos grãos rochosos que resultam do desgaste de qualquer rocha da superfície, restos de pequenos animais marinhos ou minerais acumulados no leito de um rio ou no fundo do oceano. Mas os sedimentos acumulados evoluem, geralmente, para uma rocha sedimentar consolidada.

*      As areias, os arenitos, os calcários e o sal-gema são exemplos de rochas sedimentares.


 Arenito                 Calcário




 Sal-gema                    Areia






*      A formação de uma rocha sedimentar depende em geral, de um conjunto de etapas: a meteorização, a erosão, o transporte, a sedimentação e a diagénese.


Meteorização:
*      Consiste na alteração das rochas expostas à superfície da Terra. Esta alteração do material rochoso pode ser física e química. A rocha é sujeita a uma meteorização física quando é descarregada por ação do clima ou dos seres vivos, sem modificações das suas propriedades químicas. Se os seus minerais sofrerem modificações, por reação com a água ou com o ar, terá ocorrido uma meteorização química.

Erosão e transporte:
*      A erosão verifica-se se houver remoção dos detritos rochosos que sofrem meteorização. Isto pode suceder por ação da água das chuvas, dos ventos, dos gelos, dos glaciares, dos rios, das ondas e marés que arrancam e separam os fragmentos rochosos. Havendo deslocação dos materiais erodidos para outro local, ocorre o transporte. Estes movimentos dos detritos podem ser devidos à gravidade e à energia dos ventos, dos glaciares ou das correntes dos rios e dos mares.

Sedimentação:
*      Consiste na acumulação dos sedimentos. Geralmente, a deposição ocorre quando as agentes transportadores perdem energia, ficando os materiais dispostos horizontalmente, em camadas ou estratos sedimentares.

Diagénese:
*      É um conjunto de processos que transformam sedimentos soltos acumulados em rochas sedimentares consolidadas. Devido à pressão a que estão sujeitos, os sedimentos ficam mais compactos, acabando por ficar ligados por um cimento à medida que vão sofrendo alterações químicas e estruturais.
Classificação e identificação de rochas sedimentares
Rochas detríticas:

*      São formadas a partir de fragmentos de outras rochas ou de minerais. No caso de sedimentos, como as argilas ou as areias, a rocha sedimentar não se encontra consolidada, pois a diagénese ainda não ocorreu. A posterior ligação destes sedimentos detríticos com um cimento natural dará origem a uma rocha consolidada, como o argilito, o arenito ou o conglomerado.





 




Rochas quimiogénicas:

*      Estas rochas formam-se por precipitação de substâncias dissolvidas na água. O calcário e o sal-gema são exemplos deste tipo de rochas sedimentares.


Rochas biogénicas:

*      A acumulação de detritos orgânicos, constituídos por restos de seres vivos ou de produtos da sua atividade, originam rochas biogénicas, como os calcários conquíferos e recifais e os carvões.

*      Os calcários conquíferos formam-se por acumulação e transformação de conchas de animais marinhos e os recifais resultam de estruturas produzidas pelos corais. Os carvões formam-se por acumulação e decomposição, em certas condições, de restos de plantas.



  Calcário conquífero 







Ambientes sedimentares

*      Num ambiente sedimentar, os sedimentos transportados acumulam-se em depressões do terreno, formando depósitos que, como já sabes, poderão evoluir para rochas sedimentares consolidadas. Certas características dos sedimentos permitem determinar quem foi o seu agente transportador bem como a duração e a intensidade do transporte a que foram sujeitos.


 As areias:
*      São sedimentos formados a partir da desagregação de qualquer tipo de rocha, apresentando características facilmente observáveis que as relacionam com os seus ambientes.







Areias de ambiente fluvial

*      Os grãos angulosos indicam pouco transporte. Chocaram pouco entre si e foram pouco rolados. Quanto maior for a distância percorrida para jusante, maior será o grau de arredondamento dos grãos. Apresentam algum brilho, porque foram levados e transportados pela água.


 Areias de ambiente marinho

*      Os grãos apresentam, num dado local, tamanhos muito parecidos, dado que a energia das ondas exerceu sobre eles uma ação constante. Por isso, são brilhantes e, geralmente, muito polidos.


 Areias de ambiente dunar
*      Os grãos, transportados pelo vento, são leves, muito rolados e com aspeto muito homogéneo. Apresentam uma superfície baça devido aos choques entre si e ao rolamento no solo.